Se escrevo, não sei pra quem
mas quer saber? pouco me importa.
eu mesmo leio e releio,
frequentemente acho ruim, ocasionalmente acho bom
não sei ao certo quantos leem, nem faço questão de saber
é uma terapia
escrevo para mim, um fuga talvez
fuga de não sei o que, mas me sinto bem
tente você.
obrigado por ler.
sábado, 19 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Ler.
Há pouco tempo tenho esse habito, por sinal muito prazeroso. Caro amigo, depois de ter deixado praticamente as moscas o este blog, volto para, em algumas palavras, incentivá-lo a abrir um livro, e depois outro.
O que me faz pensar enquanto inicio a escrever é que, se você está aqui lendo, é pelo motivo de que provavelmente a leitura já iniciou em você um processo de vicio. Mas enfim, vamos lá.
Antigamente quando deparava-me com algum livro que, por algum motivo me chamava atenção, a primeira coisa que eu observava era quantas páginas havia nele, e se por acaso eu resolvesse lê-lo, logo após a torturante segunda página eu virava até a página final e, “300 páginas, nunca terminarei isso.”. Eu desistia.
O que eu quero dizer após essa enrolação toda é que, livros não são competições, não é preciso terminá-lo o mais rápido possível, até porque quem já terminou um livro, (com exceção os da escola) sabe que logo após a página final vem um vazio de “ai droga, terminou”, foi assim que me senti quando terminei o primeiro livro da série de Douglas Adams (O Guia do Mochileiro das Galáxias), foi pior ainda quando terminei o quinto e ultimo livro da série, e é assim que me sinto quando termina cada livro que leio. Talvez isso seja coisa de novato, mas você se sente obrigado a abrir outro, esse é o vicio que havia lhe falado.
Então caro companheiro, a vida é longa, não tenha pressa para terminar seu livro, apenas deleite-se.
Então coloque os óculos, vire a primeira pagina e boa viagem.
O que me faz pensar enquanto inicio a escrever é que, se você está aqui lendo, é pelo motivo de que provavelmente a leitura já iniciou em você um processo de vicio. Mas enfim, vamos lá.
Antigamente quando deparava-me com algum livro que, por algum motivo me chamava atenção, a primeira coisa que eu observava era quantas páginas havia nele, e se por acaso eu resolvesse lê-lo, logo após a torturante segunda página eu virava até a página final e, “300 páginas, nunca terminarei isso.”. Eu desistia.
O que eu quero dizer após essa enrolação toda é que, livros não são competições, não é preciso terminá-lo o mais rápido possível, até porque quem já terminou um livro, (com exceção os da escola) sabe que logo após a página final vem um vazio de “ai droga, terminou”, foi assim que me senti quando terminei o primeiro livro da série de Douglas Adams (O Guia do Mochileiro das Galáxias), foi pior ainda quando terminei o quinto e ultimo livro da série, e é assim que me sinto quando termina cada livro que leio. Talvez isso seja coisa de novato, mas você se sente obrigado a abrir outro, esse é o vicio que havia lhe falado.
Então caro companheiro, a vida é longa, não tenha pressa para terminar seu livro, apenas deleite-se.
Então coloque os óculos, vire a primeira pagina e boa viagem.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Faça o que tu queres.
O dia era azul e ensolarado, fazia calor naquela tarde de quarta-feira. O vento hora ou outra trazia a agradável sensação de que o outono estava próximo.
Nicolai tinha 21 anos, era um garoto alto, 1,85m talvez, seus cabelos castanhos quase sempre ficavam caídos sobre seu rosto. Sua aula acabara há pouco e como de costume passeava pelo centro. Seu curso era publicidade.
Caminhando sobre a calçada e viajando pelo seu mundo (ele era de gêmeos) Nicco se depara com uma cigana, uma moça jovem com uns 28 anos, magra, mas não tanto, suas roupas eram coloridas e seus cabelos negros faziam um belo contraste com seus olhos verdes cor de azeitonas. Havia uma mesa redonda com toalha vermelha onde a moça se apoiava. Nenhuma bola de cristal ou cartas, sobre ela apenas um papel grudado com fita adesiva e com letras impressas que formava a frase “Saiba seu futuro pela sua mão, por R$ 2,50”.
Nicco quase sempre voltava a pé da faculdade, sua casa não era perto, ele estava economizando o dinheiro do ônibus para comprar uma guitarra, mas frequentemente emagrecia o porquinho e gastava todo o dinheiro com livros, discos ou cerveja. No intervalo da aula não havia tomado seu café, o que lhe fazia ter exatos 2,50 na carteira.
Como um imã a beleza da jovem cigana o atraiu para a leitura da sua mão. Não houve muita conversa, Nicco era tímido com pessoas estranhas, apenas um “boa tarde” e num ato de como se estivesse num filme de máfia pagando a conta do bar, ele joga uma nota amassada de 2 reais juntamente com uma moeda de 50 centavos e se senta, a moça logo puxa sua mão e inicia a leitura.
Um rosto assustador, como se você tivesse que avisar a um pára-quedista que acaba de pular de um avião que o pára-quedas havia ficado alguns metros acima dele, e cada vez mais metros. Essa foi a reação da moça. Você tem a escolha de não avisar, e deixá-lo perceber sozinho a falta do imenso pano branco que tem a função de impedir que pessoas virem panquecas. Ele estava pagando, e a jovem sentia-se obrigada a dar a notícia. Nicco não pretendia pular de pára-quedas, mas, de acordo com a moça, ele tinha apenas 60 minutos de vida.
Nicco era inteligente e pouco influenciável, mas decidiu acreditar na moça, caminhou um pouco até uma esquina movimentada e parou encostado num poste, pensando decidiu que se era pra ele morrer dali algumas dezenas de minutos, que fosse após uma grande emoção, das melhores. Nicco agiu.
Uma garota loira, recém tirada a carteira, esse foi seu alvo. Era nova e desatenta, andava com seu vidro aberto ouvindo uma daquelas musicas que da vontade de quebrar o disco, e foi essa a atitude de Nicco logo após retirá-la do carro e avançar cantando pneu pelo sinal vermelho. Andava a mais de 100 km/h na cidade com destino a estrada estadual, não demorou para a primeira viatura policial iniciar a perseguição. Emoção era o que ele queria e estava acontecendo. Agora já na estrada e cada vez acelerando mais, desviando de carros, motos, caminhões e um cachorro. Logo atrás 3 viaturas, também em alta velocidade, uma delas não percebeu o cachorro.
O policial era Lucas, uns 40 anos, e com uma barriga de dar inveja a um porco prestes ao abate. Sua esposa não gostava de porcos e por isso havia saído de casa e há 3 dias não mandava notícias. Lucas gostava de animais, e passar por cima de pobre cachorro foi a gota d’água para a pior semana da sua vida e, como se estivesse em uma corrida de Nascar acelerou em paralelo à Nicco, que jogou seu carro em cima da viatura. Muita poeira, uma pedra, um eixo e um nariz quebrados foram o resultado da manobra. Agora eram 2 viaturas na perseguição.
Um sorriso enorme e amarelo estava estampado na face do garoto, que continuava agora a mais de 150km/h. Atrás 2 viaturas com 4 policias enfurecidos ao receberem pelo radio a notícia do nariz quebrado, nesse momento um helicópteros sobrevoava o local, era a imprensa. Já se passavam quase uma hora, um cachorro morto, um nariz quebrado e uma viatura inutilizada por enquanto eram o resultado da decisão de emoção do Nicco, ele já não achava mais que sua vida estava prestes a acabar, mas sabia que provavelmente iria passar um bom tempo preso ou pintando paredes de alguma creche, quando um tiro acerta o pneu do carro de Nicco. Uma decolagem para fora da estrada e um pouso em uma arvore, uma decolagem para fora do pára-brisas e exatamente uma hora após a conversa com a cigana outro pouso na mesma arvore. A previsão e a vontade de emoção se confirmam, e a vida de Nicco termina.
Nicolai tinha 21 anos, era um garoto alto, 1,85m talvez, seus cabelos castanhos quase sempre ficavam caídos sobre seu rosto. Sua aula acabara há pouco e como de costume passeava pelo centro. Seu curso era publicidade.
Caminhando sobre a calçada e viajando pelo seu mundo (ele era de gêmeos) Nicco se depara com uma cigana, uma moça jovem com uns 28 anos, magra, mas não tanto, suas roupas eram coloridas e seus cabelos negros faziam um belo contraste com seus olhos verdes cor de azeitonas. Havia uma mesa redonda com toalha vermelha onde a moça se apoiava. Nenhuma bola de cristal ou cartas, sobre ela apenas um papel grudado com fita adesiva e com letras impressas que formava a frase “Saiba seu futuro pela sua mão, por R$ 2,50”.
Nicco quase sempre voltava a pé da faculdade, sua casa não era perto, ele estava economizando o dinheiro do ônibus para comprar uma guitarra, mas frequentemente emagrecia o porquinho e gastava todo o dinheiro com livros, discos ou cerveja. No intervalo da aula não havia tomado seu café, o que lhe fazia ter exatos 2,50 na carteira.
Como um imã a beleza da jovem cigana o atraiu para a leitura da sua mão. Não houve muita conversa, Nicco era tímido com pessoas estranhas, apenas um “boa tarde” e num ato de como se estivesse num filme de máfia pagando a conta do bar, ele joga uma nota amassada de 2 reais juntamente com uma moeda de 50 centavos e se senta, a moça logo puxa sua mão e inicia a leitura.
Um rosto assustador, como se você tivesse que avisar a um pára-quedista que acaba de pular de um avião que o pára-quedas havia ficado alguns metros acima dele, e cada vez mais metros. Essa foi a reação da moça. Você tem a escolha de não avisar, e deixá-lo perceber sozinho a falta do imenso pano branco que tem a função de impedir que pessoas virem panquecas. Ele estava pagando, e a jovem sentia-se obrigada a dar a notícia. Nicco não pretendia pular de pára-quedas, mas, de acordo com a moça, ele tinha apenas 60 minutos de vida.
Nicco era inteligente e pouco influenciável, mas decidiu acreditar na moça, caminhou um pouco até uma esquina movimentada e parou encostado num poste, pensando decidiu que se era pra ele morrer dali algumas dezenas de minutos, que fosse após uma grande emoção, das melhores. Nicco agiu.
Uma garota loira, recém tirada a carteira, esse foi seu alvo. Era nova e desatenta, andava com seu vidro aberto ouvindo uma daquelas musicas que da vontade de quebrar o disco, e foi essa a atitude de Nicco logo após retirá-la do carro e avançar cantando pneu pelo sinal vermelho. Andava a mais de 100 km/h na cidade com destino a estrada estadual, não demorou para a primeira viatura policial iniciar a perseguição. Emoção era o que ele queria e estava acontecendo. Agora já na estrada e cada vez acelerando mais, desviando de carros, motos, caminhões e um cachorro. Logo atrás 3 viaturas, também em alta velocidade, uma delas não percebeu o cachorro.
O policial era Lucas, uns 40 anos, e com uma barriga de dar inveja a um porco prestes ao abate. Sua esposa não gostava de porcos e por isso havia saído de casa e há 3 dias não mandava notícias. Lucas gostava de animais, e passar por cima de pobre cachorro foi a gota d’água para a pior semana da sua vida e, como se estivesse em uma corrida de Nascar acelerou em paralelo à Nicco, que jogou seu carro em cima da viatura. Muita poeira, uma pedra, um eixo e um nariz quebrados foram o resultado da manobra. Agora eram 2 viaturas na perseguição.
Um sorriso enorme e amarelo estava estampado na face do garoto, que continuava agora a mais de 150km/h. Atrás 2 viaturas com 4 policias enfurecidos ao receberem pelo radio a notícia do nariz quebrado, nesse momento um helicópteros sobrevoava o local, era a imprensa. Já se passavam quase uma hora, um cachorro morto, um nariz quebrado e uma viatura inutilizada por enquanto eram o resultado da decisão de emoção do Nicco, ele já não achava mais que sua vida estava prestes a acabar, mas sabia que provavelmente iria passar um bom tempo preso ou pintando paredes de alguma creche, quando um tiro acerta o pneu do carro de Nicco. Uma decolagem para fora da estrada e um pouso em uma arvore, uma decolagem para fora do pára-brisas e exatamente uma hora após a conversa com a cigana outro pouso na mesma arvore. A previsão e a vontade de emoção se confirmam, e a vida de Nicco termina.
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